sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Entrevista relâmpago com Camille Miranda.

Camille Miranda tem 18 anos está completando o curso de Petróleo e Gás, no IFF – Cabo Frio. É ariana e no momento está apaixonada  por fotografia. Ama cinema, teatro e artes em geral. Também gosta muito de inovações tecnológicas, descobertas na física e astronomia.  
No videoclipe "Alma Lavada" ela integrou a equipe técnica, fazendo fotografia de registro e STILL.

Camille Miranda - Foto: Jiddu Saldanha
Cine Clipe Musical  – Fale um pouco da tua vida artística, como começou e quais as suas aspirações.

Camille Miranda – Comecei propriamente em 2013 quando tive meu primeiro contato com o Teatro no curso livre OFICENA. Escrevia poesias e esquetes, além de me dedicar ao trabalho de atriz. Pretendo continuar na produção artística com qualquer projeto que tenha um lugarzinho para mim, seja em fotografia, atuação, contra-regragem, etc...

C.C.M. - O que é arte pra você?

C.M – A arte é o mundo visto pelo olhar sensível de quem quer que seja. A arte está ali, em cada canto e em cada esquina, basta apenas um olhar (metafórico ou literal). Se te fez sentir alguma coisa, seja pelo belo ou estranho, cumpriu seu papel máximo, o fazer do sentir. Perceba a arte e ela se fará presente. Não é exatamente o que você faz, mas a troca que se tem entre você e o sentimento.

Sonhar e ajudar a realizar sonhos é o que Camille curtiu fazer durante as
filmagens de "Alma Lavada"!
C.C.M. – O que mais te emociona e faz feliz?

C.M. – Difícil. Costumo me emocionar com melodias, não necessariamente música cantada, me emociono com histórias... Mas depende, tudo é muito fluído, o que me faz chorar hoje pode não fazer amanhã. A mesma coisa com a felicidade. A felicidade é feita de momentos. E esses momentos são aqueles que ficam na memória.  De qualquer forma, eu fico muito feliz em poder conversar com alguém em um dia bom.

C.C.M.  – Quais seus livros, músicas e filmes preferidos?

Camille Miranda - Foto: Jiddu Saldanha
C.M. -  Não sou muito adepta de coisas favoritas, mas de qualquer forma a lista de coisas que eu gosto muito é grande.

C.C.M. - Como foi, para você, viver a experiência de participar do videoclipe "Alma Lavada", comemorando os 10 anos do projeto Cinema Possível?

C.M. – Foi incrível! Sei nem o que dizer. Fotografar, participar dessa experiência com pessoas tão dispostas e amáveis, foi lindo, e a música é singela, tocante e doce como um abraço. Lindo, ainda mais em comemoração aos 10 anos de um projeto maravilhoso, no qual não há barreiras para quem quer sonhar.

Assiata o videoclipe 


Entrevista relâmpago com Celso Guimarães Júnior.

Celso Guimarães Júnior, 24 anos, é cabofriense, licenciando em Biologia. Conheceu a arte em seu modelo livre em 2014, se apaixonou e agora já não se vê fazendo nada sem a influência do fazer artístico. É apaixonado por  Cabo Frio e quer contribuir para mantê-la no mapa artístico do país.
Prestativo, e sempre focado no trabalho, Celso foi uma das grandes alegrias no set de filmagem do
videoclipe "Alma Lavada", comemorando 10 anos de Cinema Possível. Foto: Camille Miranda.

Cine Clipe Musical  – Fale um pouco da tua vida artística, como começou e quais as suas aspirações.

Celso Guimarães Júnior  – Conheci o teatro através do OFICENA- Curso Livre de Teatro de Cabo Frio, onde até hoje estudo e onde conheci o TCC- Teatro Cabofriense de Comédia,  grupo do qual sou membro,  já fiz algumas oficinas e vivências que envolvem essa modalidade de arte, e espero realmente me tornar um profissional de sucesso.

 C.C.M. - O que é arte pra você?

Com a equipe de filmagem, vivendo a experiência de set no projeto Cinema Possível - 2017. Foto: Nathally Amariá. 
C.G.J.  – ainda não sei definir, mas me parece uma visão sobre a vida e suas circunstâncias, sem regras, limites, e valores pré-estabelecidos.

C.C.M.  – O que mais te emociona e faz feliz?

C.G.J.  – Poder, através do que eu acredito, tocar as pessoas.

C.C.M.  – Quais seus livros, músicas e filmes preferidos?

C.G.J.  – A volta ao mundo em 80 dias, Percy Jackson, Lei da Guerra, VIDA, Tempo Perdido, Numb, The Wall, Senhor dos Anéis, Transformes, Tropa de Elite, Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain … não sei mais, muitos títulos.

C.C.M.  - Como foi, para você, viver a experiência de participar do videoclipe "Alma Lavada", comemorando os 10 anos do projeto Cinema Possível?


C.G.J.  – Um aprendizado com água, farinha e diversão.

Assista o vídeo.




CURTA O NOVO TRABALHO DE CELSO GUIMARÃES



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Entrevista com Paulo Ciranda co-autor da música Alma Lavada.

Um artista que caminha pela terra, lavrando sua música, mostrando sua arte e, sobretudo, participando da vida musical brasileira, a partir de seu cantinho, onde vive, em Itaipu, Niterói. Nascido em São Fidelis, Paulo Ciranda sempre primou por boas parcerias, dentre os quais, se destacam: Artur Gomes, Byafra, Chris Herrmann e Marco Valença.  
Sobre ele, a musicista e poeta Chris Herrmann, escreveu: 
"Paulo Ciranda é um dos compositores mais incríveis e fascinantes que tive a oportunidade de conhecer. E que voz maravilhosa... Um privilégio ter sido sua parceira em várias canções. Ele parece ser feito de música em cada célula do seu corpo e de sua alma."
Vamos, então, conhecer um pouco mais sobre este artista singular, nesta entrevista que inaugura os 10 anos do projeto Cinema Possível, com o lançamento da música Alma Lavada!

Paulo Ciranda, curtindo a paz em Itaipu, Niterói - RJ
Cine Clipe Musical 
- Fale como você começou sua vida artistica?

Paulo Ciranda - Que eu me lembre, lá pelos 8 anos de idade, brincando sozinho jogando uma bola furada na parede, comecei a perceber que cantava e assobiava coisas que nunca tinha ouvido, aquilo virou habitual, algumas melodias eu guardava de tanto repetir, outras eu esquecia.
Aos 9 anos, meu irmão mais velho, o Zilmar, que era técnico de gravação da gravadora Odeon, levou em nossa casa lá em São Fidélis, norte do RJ, o Iam Guest (professor, compositor, enfim um catedrático da música), ele me deu uma flauta doce de madeira e me ensinou a tocar umas músicas folclóricas, foram embora pro Rio e voltaram depois de uns 6 meses, eu já estava fazendo arranjos nas músicas que o meu outro irmão Carlinhos tocava no violão. Nesse mesmo ano fiz minha primeira apresentação numa festa do grupo escolar Barão de Macaúbas, cantando a música “A Banda” de Chico Buarque, acompanhado pelo grande violonista fidelense Carlos Alfredo.  (até aqui, respondi a primeira pergunta, mas viajei a seguir contando o seguimento da história até um certo ponto)
Continuei a brincar, cantar e assobiar coisas estranhas, até que lá pelos 12 ou 13 anos comecei a tocar violão que o Carlinhos me ensinou algumas notas.
Um dia, alguém levou na minha casa o poeta Antonio Roberto Fernandes  para  conhecer minhas músicas, ele foi com um gravador cassete, gravou e fez letras para 5 músicas, 1 ano depois, entramos no Festival de música de São Fidélis, ficamos em 4º e 5º lugares com as músicas "Ciranda" e "Lagosteiro". Daí  pra frente foram muitos festivais em várias cidades da redondeza e até no Rio de Janeiro. Aos 16 anos fui fazer o 2º grau em Campos dos Goytacases e comecei a parceria com o Artur Gomes; também participamos de muitos festivais. Fiz músicas pra peças de teatro, participei de um jogral junto com o saudoso Kapi que também dirigiu nosso primeiro show no Teatro de Bolso.
Fui pro Rio estudar engenharia, fiquei só 1 ano na faculdade. Larguei e fui pra São Paulo morar com o meu irmão, Zilmar, e estudar música (flauta transversa), conheci o grupo “Terra Sol” do qual vim a fazer parte no final da década de 70 até 1980; fazíamos apresentações em todo o estado SP pela secretaria de cultura. Participamos do programa FM Inéditos da rádio Eldorado e muitos outros eventos.
Voltei pro Rio em 1981,  conheci o Byafra que gravou a música “Ave da Paz”, parceria que fiz com o Artur Gomes, a música não fez sucesso, passei 2 anos brabos, vivendo com a ajuda de amigos.
Em 1983, Byafra estourou uma música que fizemos juntos “Aguardente”. Na época ganhava-se um dinheirinho melhor com direitos autorais e execução em rádio e TV; deu até pra eu comprar uma casinha em Itaipu-Niterói. Mas só deu pra casa, ficou faltando a estrutura, então voltei a dar aulas e tocar aonde dava pra ganhar o “que houver” (couvert) rsrs. Houve um período em que eu vivia com a artista plástica Milena Baul Azevedo, que tivemos que fazer biscoitos amanteigados, pães, panetones e otras cositas más para sobrevivermos...

CCM - Fale um pouco da música "Alma Lavada" e também da sua parceria com Marco Valença.

PC - É uma entre as 200 parcerias que tenho com o poeta Marco Valença, não tenho mais o que dizer além do que já está na letra da canção... Nosso amor tem de ser de lavar a alma, de lavar a roupa suja, sem dita dor, sem dita cuja, nosso amor tem que haver... Ele me manda letras ou poemas que raras vezes mexo em alguma coisa, mais para encaixar na métrica musical, às vezes fazemos o contrário, eu mando as melodias e ele encaixa as palavras.

Uma vida plena de arte, muita luta e significado.
CCM  - Como você o panorama da música hoje, face à sua geração. Alguma coisa mudou?

PC- Tudo muda constantemente, a gente tenta se adaptar um pouco, mas tem coisas que são impossíveis, pelo menos pra mim. Meu panorama hoje para divulgação do meu trabalho, está limitado à Internet e escassas apresentações em reuniões promovidas por amigos e centros de cultura.

CCM - O que um artista precisa fazer ser reconhecido no seu trabalho, na sua linguagem?

PC- Ser verdadeiro. Em outras palavras, acima de tudo ser ele mesmo.


*
Paulo Ciranda, é o meu primeiro e grande parceiro.
com ele minha poesia começou a se transformar em palavra cantada,
e com ele fui premiado em todos os Festivais de Música
que aconteceram em cidades do Estado do Rio
nas décadas de 70/80. E continuando nossa parceria
brevemente lançaremos um CD que
se encontra em fase de produção.

Artur Gomes - Peta e Produtor Cultural

*

CCM - O que você teria a dizer para os jovens músicos, as novas gerações?


"Turma do Campo", num almoço preparado por sua mãe, durante o Festival de Música de São Fidélis - 1974.
PC - Tá difícil dar conselho para novas gerações, mas se o talento é nato, não tem outro jeito senão acreditar em si e ir à luta.

CCM - Quem é Paulo Ciranda por Paulo Ciranda?

PC - Um louco sonhador viajante do bem.

Veja o Videoclipe

Entrevista Relâmpago com Nara Lumière!

Quando Nara chega em algum ambiente, surpreende não só pela sua beleza, mas pela imponência de seu olhar. Essa jovem de 21 anos, tem um semblante de quem vive a vida com força, com coragem, talvez por isso e de uma forma sutil, suas amigas e amigos a olham com respeito. 
Nara, é um sopro de esperança, uma mensagem de amor em forma humana. Vamos conhecê-la um pouco mais, nesta entrevista relâmpago para o blog Cine Clipe Musical.

Nara Lumière durante as gravações do videoclipe "Alma Lavada",
foto: Camille Miranda.
Cine Clipe Musical – Fale um pouco da tua vida artística, como começou e quais as suas aspirações.

Nara Lumière  – Começou há pouquíssimo tempo, entrei para o Oficena no fim de julho de 2016. Queria socializar enquanto passava por uma fase muito difícil da minha vida. Até então, não levei muito à sério a possibilidade de fazer uma peça, mas agarrei a oportunidade de apresentar “O Navio Negreiro” da melhor forma possível : mergulhei em pesquisas sobre o poema de Castro Alves, descobri que posso cantar e trabalhei isso em casa e no Curso. Depois, pude me apresentar no “Poesia de Cena” com duas poesias autorais. Foi muito bom porquê não achava que seria capaz de fazer isso tudo em tão pouco tempo.

Escrevo desde os 13 anos de idade, 
entrei para o Curso Livre de Teatro 
“Oficena” no dia 25 de julho de 2016, 
Dia do Escritor. Sou uma “
Jovem  Aprendiz  da Arte” (risos)

Navio Negreiro, primeira experiência
com Teatro, em 2016. Foto: Jiddu Saldanha
C.C.M. - O que é arte pra você?

N.L.Arte, pra mim, é vida. Vida sem arte é impossível para mim! Sempre fui apaixonada por música, e agora descobri o Teatro, que não consigo viver sem ou me ver sem...

C.C.M. – O que mais te emociona e faz feliz?

N.L.Assisti  ao “Cenas Curtas” antes de entrar para o Oficena e, quando acabou, todos se reuniram para a Ciranda. Ouvi aquela música, aquela alegria do pessoal e me emocionei muito, comecei a chorar. Foi a primeira vez que fui ao Teatro. Lembrar disso me emociona até hoje, foi mágico. Lembro do dia da apresentação do "O Navio Negreiro" também. Eu, como mulher negra, fiz “laboratório” a vida inteira para aquela peça. Mexeu muito comigo psicologicamente mas me fez me orgulhar de todo o processo, de não ter desistido.

Presença marcante no set de filmagem do videoclipe "Alma Lavada", Nara Lumière, descobrindo seu dom para o audiovisual, Foto: Camille Miranda.
Durante o evento POESIA DE CENA, em 2016, Nara Lumière encantou a platéia de Cabo Frio com seu poema premiado: "Este Teatro".

ESTE TEATRO
(Nara Lumière)

Eles vêem meus braços finos
Feito linhas do meu caderno
Pesos nas mãos, sempre me inclino
Resultado de meus excessos

Carrego pão, frutas, comida...
Nem sempre papai deixa
Ele não sabe que na vida
Nunca carreguei ameixas

Minha bagagem seria tão leve 
Tão arte, afagos na alma
A paz não seria tão breve
Seria feita apenas de calma

Não fugiria do tato
Saudades do que não vivi
Seria menos recato
Passei pelo parto, mas ainda não nasci

Já procurei por afeto
Não achei e me livrei...
Buscava por um teto 
Mas no chão ainda não pisei

Agora piso e ele é liso
Piso em pedras, elas não me machucam mais
Desperdiço risos
À procura da paz

Acho até que consegui um teto 
Há luzes em cima do palco 
Desde que teve acesso
À Casa, este Teatro!

Eles são tão acessíveis 
Chego em casa e ainda estou lá 
Transcendem todos os níveis 
Da dor, do amar, do sonhar...

Eles também sonham
Até hoje, achei que sonhava sozinha
Nada ganham
Mas a arte ainda caminha

Nestes tempos difíceis 
A arte não morreu
Prevejo saltos incríveis 
À quem nunca esmoreceu

Fortes feito madeira
Como é feito este palco
Espíritos de criança arteira 
Vozes ecoam tão alto

Por este palco
E eu ainda estou lá 
Naquele palco 
Ainda estou lá...

(Nara Lumière)


C.C.M.  – Quais seus livros, músicas e filmes preferidos?

Nara Lumière por Camille Miranda - 2017
N.L.Sou apaixonada por música! O Rádio tem uma influência muito grande nisso. Ultimamente tenho ouvido Soul Music, Música Francesa, Rap...

C.C.M. - Como foi, para você, viver a experiência de participar do videoclipe "Alma Lavada", comemorando os 10 anos do projeto Cinema Possível?

N.L. – Foi maravilhoso! A música é linda, ouvi muito antes de gravar o clipe. Sou muito tímida mas a equipe me deixou bem à vontade. É maravilhoso e muito especial passar por um projeto local e as pessoas devem valorizar este clipe e esta música.

Assista o Videoclipe "Alma Lavada"




VEJA O NOVO VIDEOCLIPE COM NARA LUMIÈRE



Entrevista Relâmpago com Lorena Benevenuto.

Ver Lorena Benevenuto, circulando pelas ruas de Cabo Frio é como contemplar uma cena de um livro do José Mauro de Vasconcellos. Taí uma pessoa de alma puramente cabofriense. Por onde anda, leva sempre uma levez no olhar e um "sorriso de monaliza". Lorena é concentrada e focada, cada ação, cada momento, ele vive com um silêncio quase poético. A geração que faz do amor, uma forma definitiva de viver e compreender o outro.

Lorena, no bairro da Passagem, em Cabo Frio, sorriso leve, olhar aguçado,
presença amiga - Foto: Camille Miranda
Cine Clipe Musical  – Fale um pouco da tua vida artística, como começou e quais as suas aspirações.

Lorena Benevenuto Bom tudo começou em uma bela tarde de sábado onde eu caminhava aqui pelo bairro de São Cristóvão. Pra ser mais exata na rua das vans. Foi quando eu vi um lindo lugarzinho, debaixo de uma árvore – também linda – o Atelier do Anderson Carvalho. Entrei lá e me encontro acolhida e privilegiada por estudar Artes Plásticas com os loucos mais incríveis do mundo.

Apaixonada por Pintura e Desenho, Lorena é dessas artistas que faz da arte um caminho para a vida. Obra exposta no
Varal do Beijo, feita a partir da modelo vivo Emily Petersohn.
C.C.M. - O que é arte pra você?

L.B. Arte pra mim é sentar embaixo de uma árvore, ver o céu estupidamente azul, sentir o vento na pele, olhar pro mar. Arte não é necessariamente o que você faz – o produto final – mas sim o que te inspirou a fazer.

C.C.M. – O que mais te emociona e faz feliz?

Lorena nos bastidores do videoclipe "Alma Lavada",
foto: Camille Miranda
L.B. Nossa, eu fico emocionada vendo um sorriso no rosto de alguém. Pode ser de qualquer ser “humaninho”, uma criança, um senhor, um desconhecido, pessoas se amando. Enfim o que me deixa feliz é ver o outro – meu semelhante – feliz.

C.C.M.  – Quais seus livros, músicas e filmes preferidos?

L.B.  – Meus livros preferidos são: A menina que roubava livros; Simone de Beauvoir ( não lembro o nome do livro, mas era maravilhoso rs); Músicas: Exagerado, Chão de Giz, Nosso estranho amor, Flor de lis... entre tantas; Filmes: Edward Mãos de Tesoura, Titanic, Tatuagem, Como esquecer. 
Obs: Sou melancólica, e creio no amor – na maior parte do tempo.

C.C.M. - Como foi, para você, viver a experiência de participar da equipe técnica do videoclipe "Alma Lavada", comemorando os 10 anos do projeto Cinema Possível?

L.B. – Foi incrível, a experiência de participar fisicamente e mentalmente de um projeto me deixa sempre empolgada, e com aquele frio na barriga. Acho que a produção foi muito espontânea, fomos nos encaixando nas funções naturalmente tornando tudo um lindo fluido corrente, sem alterações de rota. Fiquei muito feliz pelo convite, 10 anos de Cinema Possível com esse imenso presente. Que venham mais 10, e mais clipes e mais amor. 
Axé pra todo mundo!
Assista o videoclipe "Alma Lavada"




VEJA O NOVO VIDEOCLIPE COM LORENA BENEVENUTO



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Entrevista relâmpago com Nathally Amariá.

Nathally Amariá, tem 22 anos, é cabofriense, sol em sagitário. Trabalha com produção, é atriz e palhaça. Faz parte do grupo TCC – Teatro Cabofriense de Comédia e Cidade de Palhaços.  Faz faculdade de artes visuais e tem seu famoso "Varal do Beijo", onde faz curadoria e expõe obras de artistas da região, em evento locais.
Escreve poemas, peças de teatro e é apaixonada por haicai, estilo de poesia oriental. É secretária do curso de teatro Oficena, e vive a vida cultural de Cabo Frio onde é possível experimentar e levar adiante seu exercício artístico.
Participou como atriz e trabalhou na produção do videoclipe "Alma Lavada" dirigido por Jiddu Saldanha e com autoria de Paulo Ciranda e Marco Valença. Um vídeo comemorativo dos 10 anos do projeto Cinema Possível.

Nathally Amariá, no teatro Municipal de Cabo Frio - Antes de entrar em cena,
FOTO: Manuela Ellon
Cine Clipe Musical – Fale um pouco da tua vida artística, como começou e quais as suas aspirações.

Nathally Amariá – Sempre gostei muito de ler e escrever e a literatura desenhou o meu destino. Comecei a fazer teatro em 2013, no Teatro Municipal de Cabo Frio, no Curso Livre de Teatro – OFICENA, curso esse que fui convidada para secretariar, desde 2014. Nesse mesmo ano também surgiu o meu grupo, TCC – Teatro Cabofriense de Comédia, onde dedico boa parte de minha atividade artísticas, atuando, escrevendo, dirigindo, e o FESTSOLOS, festival de solos que produzo com uma equipe magnífica . Em 2015 surgiu a querida "Cidade de Palhaços" que tem me trazido muita alegria, com oficinas incríveis e cortejos inspiradores.
Sempre estou na ativa, envolvida com alguma produção, ideia, sonho. E fui presenteada com esse projeto lindo que é o Cinema Possível, todo mês fazemos sessões do cineclube mais antigo da região, o Cine Mosquito. E lá pude desenvolver meu trabalho visual e de curadoria artística.
Tudo mudou muito rápido na minha vida desde que eu entrei para o teatro, fui invadida por uma energia incontrolável de realização. Tornar as coisas possíveis é o que me move.

C.C.M.  - CC - O que é arte pra você?

N.A.  – Pergunta difícil, né? O que não é arte? É muito relativo, mas acredito que arte é tudo aquilo que dizemos que é arte, quando fazemos com as vísceras, a alma, e depositamos um valor emocional, histórico, cultural, etc.
Durante as gravações do videoclipe "Alma Lavada"
Foto: Camille Miranda
Arte é fé, é esperança... Costumo dizer que a arte é a personificação da esperança. É aquela energia que faz a gente acordar e ver que tudo pode mudar quando vemos a vida com outros olhos, os olhos da arte.
Podemos ser pessimistas, realistas ou otimistas. Eu escolhi ser artista!

C.C.M.  – O que mais te emociona e faz feliz?

N.A.  –  Estar viva. Agradeço todos os dias pela oportunidade de viver tudo o que vivo, com as pessoas que vivo, da forma que vivo.
Viver é um milagre, e isso me emociona, me faz feliz.

C.C.M.  – Quais seus livros, músicas e filmes preferidos?

N.A.  – Sempre li muito, venho de uma família de musicistas e sou  uma cinéfila de carteirinha (aprendi com minha vó).
Um livro que me tocou muito e mexeu profundamente comigo foi “O Mundo que Virá” de Dara Horn, um livro totalmente lunático, que mistura os assuntos que mais amo nesse mundo (literatura, história, arte), foi onde me apaixonei por Marc Chagal e decidi que eu também poderia ser uma Artista Visual.
Minha relação com a música é muito particular, pra mim tudo é música, desde o barulho de passos até concertos instrumentais. O som está por toda parte e é impossível fugir dele, então que vire música.
De uma forma geral gosto da arte local, da arte alternativa, de músicas, livros e filmes produzidos de forma independente e que promova e faça circular muita arte de verdade.

Durante as gravações do videoclipe "Alma Lavada" - Foto: Camille Miranda
C.C.M.  - Como foi, para você, viver a experiência de participar do videoclipe "Alma Lavada", comemorando os 10 anos do projeto Cinema Possível?

N.A.  – Foi incrível, mágico. Um momento doce e muito divertido. Primeiramente é uma honra fazer parte da biografia, e ter também na minha biografia, esse projeto incrível que é o Cinema Possível. Essa lance de tornar as coisas possíveis realmente é a minha praia.
"Alma Lavada" é uma música que fala do amor mais verdadeiro que possa existir, um amor livre de preconceitos, posse, aprisionamentos. Fala de um amor possível, o amor que eu acredito, o amor que vem para lavar a alma.
E a sacada para o clipe foi precisa. 
De forma sutil falamos sobre a mulher e suas lutas diárias contra todo tipo de opressão pelo simples e único fato de ser mulher. São mulheres que estão se reencontrando consigo mesmas, que se curtem, se amam, e estão dispostas a lutar para viver um amor, uma vida, sem sequestros de si.

É um clipe que toca na alma, de forma sutil e leve nos conduz para uma reflexão linda, de cura e cheia de prazer. 


Assista o videoclipe: "Alma Lavada"




VEJA O NOVO VIDEOCLIPE COM NATHALLY AMARIÁ.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Novo videoclipe chegando na área. 10 Anos de Cinema Possivel!

Equipe e Elenco do videoclipe comemorativo dos 10 anos do projeto Cinema
Possivel. "Alma Lavada" é uma parceria dos músicos Paulo Ciranda e
Marco Valença. Fruto de uma enorme dedicação que trouxe energias
renovadas para nosso projeto, em 2017.
Uma coisa que nunca abrimos mão de fazer, foram os filmes de poesia e os videoclipes. Começamos com uma parceria, em 2007, com o poeta Artur Gomes, de Campos dos Goytacazes e o músico carioca Marco Andrade. A partir daí, trabalhamos com diversos músicos. Andra Valladares, de Vitória - ES, Mako Brasil - Japonesa que vive no Brasil, Luciana Coló, cantora do grupo Mulheres de Chico, Marcos Boi - de São Paulo, o famoso cantor Byafra, o querido Anand Rao e Parcerias inesquecíveis, como Chris Hermmann e Paulo Ciranda, Karol Shchittini e Nicolás Farrúggia, entre tantos outros presentes que temos recebido da arte nestes 10 anos de aventura artística. 
Dedes seu surgimento, o projeto Cinema Possível aprontou todas! Um de nossos maiores orgulhos são, sem dúvida, a parceria com a ONG CECIP, do inesquecível cineasta Eduardo Coutinho. Foi lá que emplacamos um projeto de grandes proporções, o famoso "Do Giz ao Píxel" que rendeu uma parceria com a escola de cinema Darcy Ribeiro, no Rio de Janeiro além de lançar no mercado profissionais que temos orgulho de citar, como a montadora de filmes Bárbara Morais, que começou fazendo filmes com a gente e hoje, desfruta de uma carreira internacional.

Dois nomes da geração 80, Paulo Ciranda e Marco Valença, desfrutam de uma profunda verve poética e até hoje, nunca
deixaram de produzir. Parceiros cantadores, dividem sua poética com os passarinhos, através de um cancioneiro afinado
e de textura espiritual.




Com uma equipe vibrante e participativa, o Cinema Possível dá início às comemorações de seus 10 anos, clipando uma belíssima canção de Paulo Ciranda e Marco Valença: "Alma Lavada" tem tudo o que procurávamos para criar um clipe surrealista. Melodia em forma de canção e uma letra simples, por onde se esconde um poço de metáforas para nosso mundo, nossa época, nosso Brasil. A música se propõe a falar de amor, no entanto, o nível de sua construção e fluidez poética, leva o expectador a uma profundidade inesperada e foi exatamente isso que tentamos captar neste clipe. Onde 

VIDEOCLIPE 10 ANOS DE CINEMA POSSÍVEL - 2017

SINOPSE
Um grupo de mulheres se deparam com uma parede branca e uma questão a discutir: O Amor. Decidem fazer sua própria leitura do que é o sentido do amor e, lavam a alma, colocando pra fora todos os seus bichos interiores.

FICHA TÉCNICA:

MÚSICA
Alma Lavada

AUTOR
Paulo Ciranda e Marco Valença

DIREÇÃO GERAL E ROTEIRO
Jiddu Saldanaha

FOTOGRAFIA STILL SET:
Camille Miranda

PRODUÇÃO:
Nathally Amariá, Rafaela Medeiros e Jiddu Saldanha

COORDENAÇÃO DE SET
Celso Guimarães Júnior e Lorena Benevenuto

CENÁRIOS (LOCAÇÕES)
Nathally Amariá e Camille Miranda

APOIO DE MAQUIAGEM:
Thays Luz

CONTRARREGRAGEM
Rafaela Medeiros, Celso Guimarães Júnior e Lorena Benevenuto

ELENCO:
Andreza Ferreira, Emily Petersohn, Kéren-Hapuk, Laryssa Rodrigues, Ludmila Galván, Nadir Pires, Nara Lumière e Nathally Amariá.

REALIZAÇÃO
Projeto Cinema Possível

ASSISTA!